Despertar a consciência crítica e profética dos jovens cristãos, para que vivam consistentemente a partir da cosmovisão bíblica.

[Fale Conosco]

O Livro do Profeta Joel e as tragédias

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012 comentários: 1
 Editar Post


Devido a brevidade do seu livro, Joel é chamado de profeta menor. Na abertura do livro, Joel não faz referências a um contexto histórico específico, diferente da maioria dos seus pares do Antigo Testamento. Não há consenso entre os estudiosos se a devastação de Judá descrita no livro do profeta foi um evento real. De qualquer modo, Joel utiliza essa catástrofe como um prenúncio para o Dia do Senhor. A catástrofe simboliza Deus desfazendo a sua obra, representando uma antecipação do julgamento final do pecado. Nesta situação, Joel clama ao povo que reflita sobre o caminho que está trilhando e adverte sobre as consequências para o dia derradeiro.


Mas o propósito do sofrimento causado pela invasão da locusta vai além da disciplina do povo corrompido. Após a devastação, Joel descreve duas promessas: Deus restaurará a prosperidade de Judá e Jerusalém e Deus habitará com seu povo. Quando Deus derramou o seu Espírito em Pentecostes, a primeira parte dessas promessas foi cumprida. E para gozar plenamente dessas promessas, o povo de Deus precisa se desligar das coisas erradas, rejeitar o pecado e se voltar para o Senhor.


Diante de tragédias, um erro comum é colocar-se no lugar do Senhor, procurando grandes explicações. Assumindo a posição de juízes, podemos gerar insensibilidade com nossos comentários ou cairmos na tentação de diminuirmos a pessoa de Deus. Mark Dever afirmou em seu livro A Mensagem do Antigo Testamento, comentando sobre Joel, que testemunhar desastres ajuda-nos a perceber que, com muita frequência, as coisas sobre as quais construímos nossas vidas não são tão seguras quanto pensávamos. Na verdade, as tragédias são um lembrete da nossa fragilidade e da necessidade de arrependimento.


R. S. Nunes

Continue Lendo...
 

John MacArthur – O Plano de Deus para a Agenda Gay | Voltemos Ao Evangelho

sábado, 20 de agosto de 2011 comentários
 Editar Post
Continue Lendo...
 

[Estão Minhas Maos Limpas] John Piper – Porque é errado a homossexualidade | Voltemos Ao Evangelho

comentários
 Editar Post
Continue Lendo...
 

Deus nos salva por Sua graça em Cristo

quarta-feira, 17 de agosto de 2011 comentários
 Editar Post

Está cada vez mais difícil definir as coisas na Igreja hoje em dia.Termos como "cristão ","evangélico " e até mesmo "reformado" já não dizem muita coisa .É possível considerar-se como um "cristão evangélico reformado" e não defender os princípios que estes termos evocaram na história da igreja. Agora, o que é mais preocupante, é que um termo tão querido a nós como "evangelho" já quase não diz muita coisa também. Afirmar que pregamos o evangelho traz consigo várias possibilidades de interpretações. Um exemplo claro é a de um tele-evangelista famoso que tem pedido contribuições aos seus patrocinadores para fazer grandes cruzadas evangelísticas pelo país.Ao pedir mil reais (e sabe-se lá quantos mais) ele o faz com o proclamado objetivo de "pregar o evangelho".Mas ao ouvirmos as suas mensagens não encontramos o evangelho. O que temos são "orientações práticas" para que a multidão de evangélicos(e talvez não evangélicos), que participa de sua cruzadas, alcançe alguma vitória em suas vidas.Isto cria uma confusão para os ouvintes.Seria isso uma"cruzada evangelística" ou "cruzada legalista".Seria esta a verdadeira pregação do evangelho?
Outro exemplo é o chamado evangelho da prosperidade.As boas novas se resumem em anunciar que o que Cristo fez foi adquirir para nós riquezas, saúde e bem-estar emocional.Nada sobre pecado,juízo e salvação é mencionado.A boa notícia é somenteum "pare de sofrer" com promessas absurdas de riquezas e prosperidade.
Pergunte a si mesmo: "Eu sei o que é o evangelho?";" Eu sei discernir entre a verdade do evangelho de Cristo destes ridículos substitutos?"Eu entendo a gravidade de se trocar o evangelho dos verdadeiros Apóstolos de Cristo por uma imitação barata daqueles que afirmam ter uma palavra profética para os dias de hoje,destes falsos apóstolos?". Uma boa forma de evitar cair no engano destes falsos evangelhos é retornar às Escrituras. Nada de "palavra profética"," nova visão para esta geração" ou coisa parecida. O que precisamos é retornar a Paulo,Pedro, Tiago, Judas,Mateus,Marcos,Lucas,João,Davi,Isaías,Moisés etc.Nas Escrituras temos a Verdadeira Palavra Profética para todas as gerações. Um bom texto para começar é 2 Tm 1:9-10:

"Que nos salvou,e chamou com uma santa vocação;não segundo as nossas obras,mas segundo seu próprio propósito e graça que nos foi dada em Cristo antes dos tempos dos séculos;e que é manifesta agora pela aparição de nosso Salvador Jesus Cristo,o qual aboliu a morte, e trouxe à luz a vida e a incorrupção pelo evangelho."

Paulo o resume nestes dois versos.Nós deveríamos decorá-lo.Ou melhor guardar em nosso coração e fazer dele nossa lida.Ele pode ser resumido em uma frase simples.O Evangelho segundo Paulo é: " Deus nos salva por Sua Graça em Cristo Jesus." Isto é o evangelho.
Nestes versos podemos verificar a dinâmica da boas novas de salvação em três estágios.Você pode ver claramente o contraponto entre o "antes dos tempos dos séculos" e o "agora".Entre o plano de Deus na eternidade e a sua execução no tempo feita por Jesus. Além disso Paulo afirma que aquilo que Cristo adquiriu por nós (Vida e Incorrupção)vem à luz, é revelado pelo evangelho.Portanto pregar o evangelho é anunciar o eterno plano de Deus e revelar às pessoas o que Cristo adquiriu para o seu povo.Sem o evangelho verdadeiro o que resta é ignorância.Neste texto os três estágios são o plano de Deus; a execução do plano por Cristo e a aplicação desta obra em nós.O argumento de Paulo é este:
1-Deus nos salvou de uma vez por todas;
2-De acordo com Seu eterno plano;
3-Através da obra de Cristo.
Precisamos estudá-lo.Há muita ignorância em nossos ajuntamentos.Alguns líderes tem incentivado esta ignorância para poder dominar o rebanho.Contudo nos compete a tarefa de aprender e proclamar a verdade.Portanto o evangelho é: .

Deus nos salva !

Paulo começa dizendo que Deus nos salvou e chamou.Esta é a grande mensagem das Escrituras .E ,ao mesmo tempo, a maior necessidade do ser humano.Nós somos maus,pecamos,ofendemos a Deus e merecemos o Seu juízo. Mas Deus nos salva.Ele nos livra da culpa,da escravidão e do castigo do pecado.Ele nos transporta para um estado de felicidade caracterizado por perdão e comunhão com Ele mesmo

. Agora Ele faz isso nos" chamando com uma santa vocação".É um chamado que produz a resposta que o evangelho exige.Ao sermos convidados pelo evangelho para nos arrepender e crer em Jesus, Deus nos regenera e nos capacita a responder a este convite.Isto é o chamado.Este é primeiro estágio no processo de salvação.E ele é necessário por que somos naturalmente incapazes de responder ao convite do evangelho.Deus ,que é santo,chama os pecadores para fora do mundo,para uma nova vida de consagração e comunhão.

Se nossa pregação não tiver estes conceitos,se não revelar a nossa necessidade como pecadores sob a ira de um Deus Santo ,incapazes de responder ao convite deste Deus e dependentes do seu poder regenerador,não é a pregação do evangelho. O evangelho é Teocêntrico.Tudo vem de Deus e de Sua Graça.É ele quem nos salva.Do começo ao fim.

Deus nos salva por Sua Graça!


Para deixar claro que tudo vem de Deus, Paulo acrescenta algumas informações.Ele diz que a nossa salvação é baseada na determinação de Deus.Ele diz que é "segundo o seu próprio propósito e graça" ou "sua determinação e graça".Esta expressão pode ser traduzida por " sua determinação de nos dar sua graça" ou "seu propósito de nos salvar fundamentado em Sua graça." Paulo está dizendo que a nossa salvação é fruto da Vontade de Deus.Ele resolveu nos salvar.Sua graça nos foi dada;nós não a conquistamos.Não são os nossos sacrifícios que conquistam o favor de Deus;nós não tocamos o seu coração.Se alguém é salvo hoje, é por que Deus resolveu dar Sua graça a Ele.
Paulo diz ainda que esta graça nos foi dada "antes dos tempos dos séculos".Ou seja, antes do início do mundo,antes do tempo existir.Nós já éramos objetos de Sua graça antes de existirmos.Éramos conhecidos e amados por Deus antes que este universo enorme fosse criado.E isto exclui totalmente nossas obras,pois não existíamos.E se alguém argumentar que Deus previu alguma coisa,Paulo deixa claro que tudo é baseado na Vontade de Deus e em Cristo.É simplesmente porque Ele quis.
Qualquer pregação que concede alguma parcela de participação na salvação ao homem,não é pregação do evangelho.Isso me faz lembrar um pregador que disse, em seu programa de tv, que Deus não salva ninguém.Ele simplesmente possibilita que qualquer pessoa salve a si mesmo.Isto não é o evangelho. O evangelho nos ensina que Deus nos salva por Sua graça.

Deus nos salva em Cristo !


Jesus é o único mediador que transmite a graça de Deus aos homens.A graça nos foi dada antes dos tempos eternos em Cristo.Fomos considerados como povo de Jesus antes da criação do mundo.Fomos escolhidos e dados a Ele pelo Pai.
Apesar da graça nos ter sido dada antes dos tempos eternos,ela foi manifestada agora no tempo pelo aparecimento de Jesus.Sua primeira vinda para morrer pelo Seu povo na cruz é manifestação temporal do eterno plano de Deus.O nosso Senhor Jesus tornou visível e eficaz o propósito salvífico de Deus.


Paulo diz que em sua obra na cruz ,Cristo fez duas coisas:


1-Primeiro Ele destruiu a morte. A morte é condição do homem por causa do pecado.Nós nascemos mortos espiritualmente(Ef 2:1).Um dia morreremos fisicamente.E sem Cristo o homem experimentará a morte eterna.Mas ao morrer na cruz, Cristo anulou ,tornou inútil e ineficiente a morte.Isto por que Ele morreu em nosso lugar,sofreu a penalidade do pecado que era nossa.E assim para quem está em Cristo a morte é dormir, é lucro, é estar com o Senhor e ela não pode nos separar do amor de Deus(1 ts 4:14-15;Fp 1;21-23;Rm 8:38-39).Deus nos dá nova vida com Cristo.Temos a vida eterna.


2-Segundo Ele trouxe à luz vida e imortalidade. Através do evangelho a obra e as promessas de vida são reveladas aos homens.No lugar da morte temos a promessa de uma vida caracterizada pela imortalidade,por que desfrutamos da eterna comunhão com o Autor da vida;com Aquele que é a vida eterna.Sua vida está em nós e nós estamos nEle para sempre.


Se a nossa pregação não tem como conteúdo Cristo e a Sua obra.Se não anunciamos Cristo e este crucificado.Se não exaltamos Sua glória, Seu poder e Sua beleza,não estaremos pregando o evangelho.E lançaremos nossos ouvintes na ignorância e superstição. É por essa mensagem que somos convidados a sofrer se necessário for.É essa mensagem que devemos pregar;o evangelho que anuncia que " Deus nos salva por Sua Graça em Cristo."

Rev. Cleomárcio Lima
Continue Lendo...
 

Tito (I)

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010 comentários: 1
 Editar Post

Depois que foi liberto da prisão domiciliar, que cumpriu junto à guarda pretoriana em Roma, Paulo parte em nova viagem missionária. Na retomada de sua campanha evangelística, Paulo passa pela ilha de Creta, na qual ele e Tito apresentam o evangelho. Tito era um filho espiritual de Paulo, que veio a se tornar um grande amigo e cooperador. O apóstolo decide deixar Tito em Creta para liderar a organização da Igreja em Creta. Enquanto esteve ao lado de Paulo, Tito foi instruído e vivenciou experiências que o moldaram como líder. Após a separação, Paulo procurou obter informações sobre progresso do pupilo na tarefa que lhe foi conferida, e pelo que tomou conhecimento, decidiu escrever uma carta em que encoraja o discípulo, fortalece a sua autoridade pastoral frente os cretenses e orienta na resolução de alguns problemas.


Em diversas passagens das Sagradas Escrituras, vemos Deus utilizando a relação mestre e pupilo como meio para a preparação de novos líderes. Deus vocaciona um jovem e escolhe um servo maduro e experiente para ajudar na formação desse novo líder. Para que esse projeto obtenha êxito, o mentor precisa ser alguém disposto a ensinar, cuja vida sirva de modelo de cristão, e o pupilo seja uma pessoa leal e humilde.


Na carta que Paulo escreve a Tito, o apóstolo aponta como responsabilidade moral da mulher cristã madura, ensinar as mais jovens a se portarem de um modo que a “Palavra de Deus não seja difamada”. Preocupar-se com a formação do caráter cristão dos mais jovens é parte do cumprimento do segundo mandamento do Senhor, e, por conseguinte, responsabilidade daqueles que estão há mais tempo com Cristo, não importando se visa ou não à renovação da liderança.


Entristeço-me quando noto que este modelo escriturístico, o mentoreamento, encontra-se engavetado na maioria das igrejas, sendo substituído pela agenda do ativismo cristão, que mina a comunhão entre as diferentes gerações. A Palavra do Senhor nos estimula a investirmos no estreitamento dos laços entre jovens e velhos, para que a troca de experiências gere um aperfeiçoamento espiritual mútuo, fortalecendo a comunidade de fé. Separando-os, o que ganhamos de imediato é o desinteresse de um pelo outro, gerando dificuldade no processo de renovação da liderança, culminando no desprezo do velho e na soberba do jovem. E, infelizmente, é isso o que vem acontecendo.


Fonte consultada: Bíblia de Genebra, Bíblia Shedd, Bíblia King James, Comentário de Calvino às Epístolas Pastorais

Continue Lendo...
 

Tropa de Elite

terça-feira, 2 de novembro de 2010 comentários
 Editar Post
“Sabe o que o capitão Nascimento falou quando chegou em Nosso Lar? Não vai subir mais ninguém.” (Marcelo Adnet)

Na maioria das escolas, os alunos são educados para se tornarem Cidadãos, desprezando-se o ensino de matérias básicas. O aprendizado para a cidadania se dá através da Cartilha, um manual de idéias prontas que mostra a realidade em apenas duas cores: de um lado, o Sistema, e do outro, o oprimido. Quando crescem, a Manada enche as salas de cursinhos almejando a estabilidade de um cargo público.

Devido a educação que receberam, os Cidadãos não sabem lidar com as nuances (nem sabem o que é isso), e nessas situações, partem para a ignorância. A reação ao primeiro Tropa de Elite ilustra muito bem isso. Como a galeria dos vilões do Sistema não está inclui o jovem maconheiro, e como a Cartilha considera fundamental a psicologização do marginal para compreensão da realidade, não espanta que o filme tenha sido visto pela Manada como fascista e uma apologia à tortura. A Cartilha contribui em grande escala para o analfabetismo funcional.

Surpreendentemente, a recepção à continuação do Tropa foi bem diferente. Isso graças à jogada de mestre do diretor José Padilha: na luta contra as milícias, Capitão Nascimento tem como importante aliado um deputado esquerdista defensor dos direitos humanos. Genial! Mesmo que não tenham entendido um terço das críticas (provavelmente nem isso), achando inclusive que o personagem Fraga é o cara do filme, a Manada encheu as salas de cinema, batendo recordes de público, dando uma enorme banana para a pirataria. Finalmente, a Manada serviu para um bom propósito!

Ironias e provocações à parte, a saga do Capitão Nascimento toca num assunto fundamental: o papel do Estado e a sua situação atual. Segundo as Sagradas Escrituras, o Estado é uma instituição divina que tem por responsabilidades principais a repressão e a punição do mal (by Stott). Caso o Estado não existisse, a humanidade já teria desintegrado devido o pecado (by Kuyper). É o Estado que possibilita o retorno da ordem em meio ao caos.

Olhando para a nossa realidade, com altos índices de violência urbana, fica claro que o Estado brasileiro é um grande fracasso. Além disso, a própria visão do Estado está deturpada. A simples mudança das autoridades atuais não resolverá esse problema, pois a tendência natural da natureza humana é o mal. O cerne desta situação encontra-se no sistema de valores que regem a sociedade. A transformação de um Estado corrupto se dará ao cabo de uma guerra cultural. Cabe ao cristão engajar-se nessa guerra cultural, envolvendo-se nos debates, procurando mostrar que o cristianismo oferece as melhores respostas para os problemas atuais em todas as esferas. Mas para tal propósito precisamos de preparação, que se inicia no ensino de uma visão de mundo cristã. Bem aqui, aparece uma importante e fundamental questão: quantas igrejas estão preparando os seus membros para uma vida apologética?
Continue Lendo...
 

O blog de Lutero

terça-feira, 26 de outubro de 2010 comentários
 Editar Post

Lutero não posuía um blog pessoal.Era impossível na época.Mas quando se queria publicar algo que pudesse ser discutido de forma ampla,bastava apelar para as famosas portas da Igreja do castelo de Witemberg.Pode-se dizer que o blog pessoal de Lutero seria mais ou menos assim: revmartinholutero@witemberg.deutsch.Ali nas portas daquela catedral lutero postou suas 95 teses contestando as vendas de indulgências capitaneada pelo tele-evangelista da época Tetzel.Este oferecia o perdão dos pecados em troca de ofertas para a construção da Basílica de São Pedro.Com as indulgências era oferecido perdão de penas temporais total ou parcial de próprios pecados ou até mesmo de familiares que estivessem no purgatório.O lema das indulgências era: "assim que a moeda no cofre tilintar,a alma do purgatório irá saltar."
Lutero viu nesta prática uma terrivel ameaça ao ensino da salvação pela graça em Cristo.Ao afixar as 95 teses no castelo de Witemberg, Lutero ele convidava os estudiosos para um debate sobre o assunto.Sua intenção era fazer com que a Igreja retornasse ao ensino bíblico sobre a salvação em Cristo.O que estava em jogo era a verdade conforme revelada nas Escrituras e o destino eterno das pessoas que foram enganadas com as indulgências.
Este é o marco inicial da reforma protestante.Esse movimento que começou com aquele post em Witemberg produziu transformações radicais na socidade européia e ganhou o mundo.Foi um reavivamento das Escrituras.Uma redescoberta da Graça que há somente em Cristo.O que surgiu daí foi um movimento centrado em Deus,baseado nas Escrituras e comprometido com a fé em Jesus(SOLA SCRIPTURA,SOLA GRATIA,SOLA FIDE,SOLUS CRISTUS E SOLI DEO GLORIA).
Estamos próximos a mais um dia da Reforma.E a pergunta que devemos fazer é :"será que a graça em Cristo tem sido ameaçada nos dias de hoje?","As Escrituras são de fato o fundamento de nossa fé?" Será que não precisamos de uma nova reforma?não a que estão propondo hoje,uma reforma da estrutura e um abandono dos dogmas.Mas um retorno à Palavra de Deus,`a Graça somente em Cristo para Glória de Deus?
Estas são as questões que Lutero nos convidou a pensar e discutir quando publicou aquel post em Witembeg.Por isso vamos discutir e ,principalmente, voltar as Escrituras.


SOLI DEO GLORIA

Rev. Cleomárcio Lima
Continue Lendo...
 

Penetra na festa da Reforma

segunda-feira, 11 de outubro de 2010 comentários: 1
 Editar Post


Chegou o grande dia! Trinta e um de outubro, dia da Reforma Protestante! Entusiasmado pela data, o pastor mal acorda e já revisa o sermão da noite. Durante toda a semana participou de várias mesas-redondas e debates sobre a Reforma, realizados em seminários e faculdades da cidade. Decepcionou-se com o pequeno público que prestigiou os colóquios que ele considerava os mais importantes: “Reforma Protestante e Socialismo” e “João Calvino e o ecumenismo”. Quando era candidato ao ministério, considerava o Culto da Reforma uma excelente oportunidade perdida, “platitudes sempre tomam conta do sermão!”, reclamava. Como pregador da noite, decidiu tratar da justiça social, um tema que, segundo ele, tem passado ao largo das discussões que acontecem nas igrejas reformadas. Preparou o sermão tendo como texto-base a obra “O humanismo social de Calvino”, de Andre Biéler. Na noite do culto, abriu a proclamação da Palavra com a parábola do bom samaritano. No fim da celebração, como havia pedido ao ministro de música, o hino “Castelo Forte” foi substituído por “Que estou fazendo?”. Voltou pra casa alegre e satisfeito consigo próprio, ao mesmo tempo em que ansiava pela próxima reunião do conselho da igreja, onde proporia o estudo do livro de Biéler na classe avançada da escola dominical.

No começo da reunião do conselho, tomou um susto quando os presbíteros lhe informaram sobre um documento, que havia sido entregue ao secretário do conselho, assinado por boa parte dos membros, solicitando a realização de uma assembléia extraordinária para que o pastor declarasse publicamente o que achava da doutrina da autoridade suprema das Sagradas Escrituras. Há muito o pastor era criticado pela falta de clareza de suas afirmações sobre vários temas do cristianismo, mas as suspeitas sobre um liberalismo teológico enrustido aumentaram no domingo da Reforma. Durante o sermão, citou nomes de líderes evangélicos que se engajaram na luta pela justiça social, e dentre eles estava Paul Tillich, declarando inclusive que este era o seu “teólogo de cabeceira”, alinhando-se ao pensamento dele quanto à revelação. Embora tivesse sido apenas uma digressão, foi o suficiente para que houvesse uma grande reação iniciada por alguns presbíteros em disponibilidade. Na sala do conselho, limitou-se a dizer que fazia uma leitura contextualizada dos reformadores, partindo logo em seguida para declarar que, por causa dessa celeuma, preferia afastar-se do pastorado da igreja dada a incompatibilidade entre o pastor e suas ovelhas. Para o pastor, esta situação mostrou o caráter fundamentalista do rebanho, que impediria o aprofundamento da discussão de temas cristãos que queria trazer para a igreja, segundo uma abordagem crítica e moderna do cristianismo. A decisão do pastor foi acatada pelo conselho.

No domingo seguinte, durante a escola dominical, após ter sido comunicada o pedido do afastamento do pastor, um dos membros mais antigos da igreja pediu a palavra, dirigiu-se ao microfone, abriu a Bíblia e leu um trecho da II Epístola a Timóteo: “Prega a Palavra, insiste a tempo e fora de tempo, aconselha, repreende e encoraja com toda paciência e sã doutrina. Porquanto, chegará o tempo em que não suportarão o santo ensino; ao contrário, sentindo coceira nos ouvidos, reunirão mestres para si mesmos, de acordo com as suas próprias vontades. Tais pessoas se recusarão a dar ouvidos à verdade, voltando-se para os mitos”. Após a leitura, o presbítero sentou-se e o dirigente deu prosseguimento ao devocional, pedindo aos irmãos que fizessem um breve período de oração silenciosa em favor da igreja.
Continue Lendo...
 

Velhos conceitos para novos tempos

quinta-feira, 30 de setembro de 2010 comentários
 Editar Post
Lutero e as 95 teses
Estamos no último dia de Setembro, e o mês de Outubro sempre traz a lembrança - pelo menos para alguns - da Reforma Protestante.

Falar sobre a RP pode ser uma bênção e uma maldição. Explico: é maldição quando não se entende adequadamente a proposta reformada, caindo em legalismos e outras posturas ridículas.  Se você precisa de exemplos, basta lembrar dos que se consideram mais reformados do que crentes, e por isso vivem com o seu senso crítico no nível máximo. Nada é "reformado o suficiente" para eles, e bom mesmo é aquilo que tem "cara de século 16". Esses caras conseguem passar dias discutindo a diferença entre ser reformado e calvinista, ou perguntando-se a si mesmo se um batista pode ser um reformado. Com esta série de posturas tolas, afastam-se cada vez mais da proposta calvinista.

Mas nem tudo é maldição. Falar da Reforma pode ser uma grande bênção, na medida em que mergulhamos na tradição dos Solas - Scriptura, Gratia, Fide, Christus, Deo Gloria. É bênção que nos leva a amar a cultura e buscar comunicar o evangelho a ela. Indica-nos uma proposta missiológica poucas vezes vista na história da Igreja. Ensina sobre um amor a Deus e à Igreja, em tempos de decepção e antiinstitucionalismo. Falar sobre a Reforma é resgatar o pensamento daqueles que conheciam um Deus soberano, e com Ele viviam.

São esses velhos conceitos que precisam de destaque e aplicação nos novos tempos.
Para isso, a AJR está programando um encontro especial às vésperas do aniversário da Reforma Protestante.

Fique ligado.
Continue Lendo...
 

Um homem com convicção se torna a maioria

terça-feira, 1 de junho de 2010 comentários
 Editar Post

Por Roosevelt Nunes

“Um homem com convicção se torna a maioria”. Essas palavras referem-se a William Wilberforce, parlamentar britânico do século XVIII, proferidas por Edmund Burke, um contemporâneo na Casa dos Comuns. Wilberforce batalhou durante 46 anos na Casa dos Comuns pelo fim do tráfico de escravos e da escravidão. A causa da abolição, iniciada em 1787, foi derrotada 11 vezes antes da sua aprovação, em 1807, e só houve vitória decisiva na luta para abolir a escravidão 3 dias antes da sua morte, em 1833. E durante esse período de tempo sofreu ameaças constantes para que se demovesse do intento, pois a escravidão era fundamental para a economia britânica, e padeceu de dores físicas causadas por várias doenças que o acometeram. Não surpreenderia se tivesse abandonado a causa no meio do caminho, assumindo outras mais populares e menos árduas. Mas a fonte da sua perseverança dava-lhe a força necessária para superar todos os obstáculos e manter-se firme nessa batalha.

Embora tenha recebido influência evangélica na infância, Wilberforce perdeu o interesse pela religião bíblica na juventude, preferindo circular entre a elite social, gastando seu tempo nas mesas de pôquer. Aos 21 anos, vivendo como um libertino mimado, às expensas da riqueza de seus pais, candidatou-se a uma vaga ao Parlamento e venceu, iniciando uma trajetória de 46 anos na política. A grande mudança na história de sua vida começou a partir do reencontro com um antigo professor e amigo do ginásio, Isaac Milner, que se tornou um cristão convicto. No inverno de 1874, Wilberforce convidou-o para que viajasse com ele num feriado prolongado. Nessa viagem conversaram por horas sobre a fé cristã. Outros encontros com Milner aconteceram e uma transformação ia sendo operada no coração de William: de um consentimento intelectual com a perspectiva bíblica sobre o homem, Deus e Cristo, para uma profunda convicção, sua conversão para a fé evangélica.

Essa convicção levou a uma profunda reflexão sobre a sua vida, sentindo-se envergonhado por quem tinha sido até então, levando a mudar o foco de sua política, mas mesmo assim continuou grandemente atormentado pelo significado do cristianismo para a sua vida pública. A solução para a sua angústia veio quando visitou o pastor John Newton, que outrora tinha sido traficante de escravos. Newton incentivou-o a não deixar a vida pública: “Espera-se e acredita-se que o Senhor o levantou para o bem da Sua igreja e da nação”. E a partir de então, do seu contato com Newton, que lhe relatou os horrores dos navios negreiros, abolir o tráfico de escravos tornou-se para Wilberforce “o grande objetivo da minha existência parlamentar... Se agradou a Deus me conhecer até aqui, que eu seja o instrumento para deter tamanho aumento da perversidade e crueldade, como nunca antes havia ultrajado um país cristão”.

A Bíblia tornou-se o seu livro mais amado e moldou a sua visão de mundo. Na opinião dele, a maioria dos cristãos na Inglaterra avaliava a culpabilidade de uma ação “não pela proporção na qual, de acordo com as Escrituras, eram ofensivas a Deus, mas quanto elas eram prejudiciais para a sociedade”. Embora isto soe nobre, amoroso e prático, ia contra o princípio da sabedoria, a reverência pela Divina Majestade. E sem esta sabedoria, não existiriam benefícios profundos e duradouros feitos ao homem, no âmbito espiritual e político. Como bem notou Jonathan Aitken, biógrafo de John Newton, a força motora primária por trás da perseverança legislativa de Wilberforce não era, como fazia a maioria dos políticos antes e durante a sua época, aprovar leis que trariam benefícios para sociedade, mas, sim, aprovar leis que erradicariam atividades da sociedade que eram ofensivas a Deus.

Wilberforce não batalhou sozinho. Deus arregimentou homens, que se tornaram amigos, e que o acompanharam em várias causas, um grupo de pessoas que ficou conhecido por “Os Santos”. Com esse apoio, e movido por uma profunda obediência bíblica, William lutou em várias causas ultrajantes a Deus, além da abolição do tráfico de escravos e da própria escravidão: trabalhou para aliviar as duras condições do trabalho infantil, pela reforma agrícola, para que se repassasse aos pobres comida com preço mais acessível, pela reforma das prisões, pela restrição ao mau uso da pena de morte e pela prevenção da crueldade com animais.

Três dias depois do fim da escravidão na Inglaterra, William Wilberforce morreu, um dos gigantes da fé foi para o descanso eterno dos santos, e a sua biografia tornou-se um excelente exemplo para desfazer um comum e grave equívoco: a incompatibilidade entre fé cristã e vida pública.

Obs.: Este texto se baseou nas informações contidas na breve biografia de John Piper, “Maravilhosa Graça na vida de William Wilberforce”
Continue Lendo...
 

Calvino aplaude Romário

terça-feira, 5 de janeiro de 2010 comentários: 1
 Editar Post

por Roosevelt Nunes

Na época de lançamento de sua biografia, ocorrida em julho do ano passado, o ex-jogador de futebol Romário tinha se tornado o vilão do Brasil por conta de seus problemas judiciais, e na coletiva de imprensa respondeu à altura a toda a pressão da mídia, com deboche: "Queria deixar claro que não fui eu quem matou Michael Jackson nem quem trouxe a gripe suína para o Brasil."
Tenho certeza que no mesmo instante em que o baixinho soltava a pérola, João Calvino afirmava: “Digo o mesmo! Chega!”. Durante as comemorações do V centenário do nascimento de Calvino, os litigantes resolveram armar o barraco novamente: “Calvino, toma que o filho é teu!” “Mentira, não é não!”.
De Cuba, por meio do teólogo Sergio Arce Martínez, ressurgiu o pedido de reconhecimento de paternidade mais polêmico, feito novamente com uma seriedade inexplicável: Calvino, o pai do comunismo.
Mas Calvino não sofre sozinho, porque testamento de teólogo não descansa em paz. Um outro companheiro das mesmas agruras é Francis Schaeffer, o barbixa padece todo ano quando assopra as velinhas, pois ainda não desistiram de lhe empurrar a direita americana. E nesses tipos de efeméride (aniversário de nascimento do teólogo fulano de tal) algo fundamental tem passado ao largo do centro das discussões: agradecer a Deus pelo seu amor e sua misericórdia manifestas através da obra do Espírito Santo, que vem continuamente levantando homens que nos ajudam a melhorar a nossa compreensão acerca da sua Palavra, possibilitando o avanço do pensamento cristão, com o necessário abandono de idéias erradas a que nos apegamos ao longo da caminhada devido a nossa fraqueza inata, tudo isso para a Glória de Deus.
Este é o verdadeiro motivo para comemorarmos o aniversário de nascimento de servos de Deus como Calvino, Schaeffer, Lloyd-Jones, Kuyper etc: a misericórdia e a fidelidade de Deus para conosco. Embora haja claramente uma linha de continuidade nessa obra específica do Espírito Santo, que torna pueril as discussões ideológicas em torno de um nome, o que vemos são disputas territoriais por aqueles que enxergam a realidade com as lentes embaçadas dos homens.
E quando a ideologia entra na área da teologia (leia-se conhecimento de Deus), abre-se espaço para idolatria. E desse cruzamento nascem os schaefferianos, cheunguianos, barthianos, tillichianos, etc. Ninhadas bastardas e acéfalas. Novo ano, novas efemérides, mais testes de DNA à vista! Que chatice.
Continue Lendo...
 

Resposta ao Douglas Rezende e Cia. [final]

segunda-feira, 9 de novembro de 2009 comentários
 Editar Post
Por Allen Porto

Senhores,

Há muito para fazer e pouco tempo [ou o uso que eu faço dele é que é ruim mesmo...]. Digo isso para explicar que por ora não vai ser possível uma resposta mais meticulosa e detalhada ao Douglas e aos demais que se incomodaram com o artigo “Missões e(m) crise” - especificamente o segundo tópico, que trata do esquerdismo.

O clima de animosidade percebido em alguns comentários, posts e e-mails também não é saudável, e me desestimula na continuidade desta discussão. Não que eu pare de falar sobre algo porque alguém não está gostando do que eu digo, mas quando um clima de inimizade começa a se formar, talvez seja adequado pelo menos dar uma pausa na conversa.

Dito isto, resumirei a minha resposta a este sucinto post – possivelmente incompleto para alguns, falho para outros, covarde, ainda, para terceiros.

Se eu fosse transcrever cada trecho a que pretendo responder, esse post ficaria gigante. Então peço a paciência de vocês: se quiserem acompanhar cada resposta dentro do contexto, leiam primeiro, ou paralelamente, os escritor de quem eu estou respondendo. Também não responderei aos comentários sobre mim (refiro-me aos mais pessoais) – não seria interessante para ninguém.

Às respostas:

Discordo de Douglas Rezende pelas seguintes razões:

1.O “completamente equivocado” do texto por ele publicado não diz com clareza quais os trechos errados do parágrafo, para que a situação seja devidamente analisada. Ou, por outro lado, ele pode estar dizendo que o parágrafo inteiro está equivocado – o que não pode ser sério, pois pelo menos as informações de que ele deu entrevista ao podcast renovatio café, e participa da rede FALE, são públicas e incontestáveis. A informação de que ele trabalha a partir da perspectiva esquerdista também é verossímil: é por ele apresentada com clareza categórica no podcast;

2.Os trechos bíblicos por ele apresentados devem ser compreendidos dentro do seu contexto.

3.Reconheço, como o Douglas, que os pobres precisam ser amados e ajudados de maneira ampla pelos cristãos. Reitero, porém, que os textos bíblicos por ele mencionados tratando dos pobres, não o fazem segundo a cosmovisão esquerdista, que enxerga a sociedade polarizada entre ricos e pobres, burguesia e proletariado. Não buscam criar uma inimizade entre “classes”, mas a integração amorosa.

4.A crítica do texto de Isaías não coloca sobre o Estado o direito (nem a obrigação) de violar a propriedade privada dos cidadãos. Reconheço que o problema da terra deve ser cuidadosamente analisado e repensado, para que os desabrigados tenham onde morar. Ainda assim, o fundamento bíblico para isso não está em Isaías, pois este não trata do papel estatal. A função do Estado é estabelecida em textos como Rm. 13 – punir os maus e proteger a liberdade dos cidadãos.

Para os que ouviram a entrevista dele no podcast, apenas direi que discordo da visão que os sem-terra não trabalham na ilegalidade. Os eventos recentes de invasão, vandalismo, e as lesões corporais demonstram a quebra da legalidade.

O Caio Marçal comentou no blog da Aliança Jovem Reformada. Respondo:

5.Discordo que seja necessária uma declaração taxativa para indicar os compromissos ideológicos de indivíduos ou grupos. Ainda assim, nada foi afirmado sobre a rede FALE em si.

O Gito comentou no blog da AJR e escreveu um post de resposta em seu blog. Respondo:

6.Alterei a informação sobre a sua filiação à JOCUM. Ainda assim, isto não altera o sentido do trecho, que se refere ao seu pensamento, e não ao da JOCUM.

7.Concordo que missões devem ser pensadas com os aspectos sociais que as envolvem. O texto não negou isso.

8.Discordo que todas as ações em prol do pobre sejam atribuídas a uma ação esquerdista. Há quem faça isso hoje livre das pressuposições marxistas. A história da Igreja também é cheia de exemplos nesse sentido.

9.Pela leitura do texto, vejo que a tese do Gito girou toda em torno da ação em prol dos pobres. Eu não escrevi nada contra a ação social em direção a eles, então o autor atacou apenas a caricatura que ele criou do que eu escrevi. Pensamos da mesma maneira no que diz respeito a amar os necessitados.

10.A sentença “Esta é a minha afirmação política: Não tenho partidos, sou discípulo de um prisioneiro político” do Gito sugere alguma neutralidade em questões políticas. Discordo que isto exista. Os pressupostos dele o norteiam e estabelecem uma maneira de ver a realidade em todos os seus aspectos – inclusive o político.

11.Se o Gito tivesse observado melhor o artigo completo, ou o blog em si, veria que a ABU e outros expoentes, como ele menciona, não foram ignorados. Ainda assim, discordo que eles necessariamente teriam que ser mencionados para demonstrar o ponto. Se a idéia era indicar que há missionários influenciados pelos pressupostos de esquerda, bastava indicar alguns deles, e não todos.

12.Concordo que “tem gente trabalhando com os pobres faz tempo!”. Mas isso não tem nada a ver com o que eu escrevi.

13.Concordo que “tem gente chamando essa moçada de 'gente de esquerda' faz tempo!” - mas muitos deles assumem abertamente que são esquerdistas(ou seja, eles não precisam que ninguém os chame assim) – cf. a minha pequena entrevista com o Ariovaldo Ramos.

14.Discordo que ilustrar idéias com as “pérolas” do blog do Gito seja pouco. A menos que alguém esperasse outro objetivo do texto. Para os fins pretendidos, os exemplos foram adequados.

A Soninha comentou no blog da AJR. Respondo:

15.Discordo que o termo tragédia aplicado às consequências do esquerdismo para os cristãos deva ser usado entre aspas, como ela faz. Os cristãos perseguidos nos países socialistas/comunistas diriam que aquilo foi, de fato, uma tragédia.

16.Concordo que muitos dos missionários com a perspectiva de esquerda têm saído da zona de conforto – atitude que merece louvor. Isso não foi questionado no artigo.

Assim concluo a conversa sobre esse artigo, que, após a revisão final será publicado na seção de artigos e publicações no menu em cima.

A minha expectativa é que as conversas sobre esses itens produzam reflexão, e não mágoas.

Pelo Rei, e pelo Reino,
Allen Porto
SDG
Continue Lendo...