Despertar a consciência crítica e profética dos jovens cristãos, para que vivam consistentemente a partir da cosmovisão bíblica.

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Cosmovisão Cristã

Quarta-feira, 1 de Julho de 2009 comentários: 3
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Uma cosmovisão corresponde à soma total das crenças, o conjunto de pressupostos que dirige as ações e decisões diárias. Todos, ímpios e convertidos, possuem uma cosmovisão. Segundo Francis Schaeffer, ela é um filtro através do qual o indivíduo enxerga o mundo.

O fundamento, a pressuposição essencial da cosmovisão cristã é esta: a Bíblia é a Palavra de Deus. A Bíblia é ponto de partida do nosso sistema de crenças. Lampejos da Verdade são também encontrados nas produções humanas, mas representam simples manifestações da revelação geral. A revelação geral nos torna indesculpáveis diante de Deus, mas não conduz ao relacionamento com Ele por causa do pecado, tampouco responde as questões fundamentais do homem. Somente a Bíblia dá ao homem a resposta a todos os problemas da vida e nos revela a Cristo como Redentor.

Como a fé cristã é uma cosmovisão, ela abrange a totalidade da vida do indivíduo. Ela é a base de nossos valores e de nossas decisões. Mesmo nos eventos mais ordinários e comuns, as nossas ações devem ser orientadas de acordo com os princípios divinos encontrados na Bíblia. A divisão entre vida espiritual e vida real é fruto de uma visão errada de nossa fé bíblica. O cristianismo não se resume a um conjunto de sentimentos e experiências privadas. Ele traz sentido e ordem à existência.

A filosofia cristã como um sistema total de vida permite ver e compreender toda a realidade. E essa perspectiva implica um comprometimento na transformação do mundo. John Stott diz que o nosso dever cristão é, por meio da oração e do ensino, levar as pessoas a aceitarem o verdadeiro diagnóstico de sua situação diante de Deus. O caos em que a humanidade se encontra é culpa da rebelião humana: “desviando-se deliberadamente de Deus e, por isso, não tendo como entender-se a si mesmos nem ao universo, homens e mulheres tornaram-se loucos” (Schaeffer). Uma vez reconciliados com Deus, por meio de Cristo, nos tornamos cooperadores da graça comum. Através da graça comum, Deus impediu que a Criação, corrompida pelo pecado, fosse dominada pelo mal resultante da Queda. E agora, nessa nova realidade, somos chamados a lutar pela restauração da Criação, procurando defender a fé cristã nas diversas áreas da vida, combatendo todo sistema de valores não-cristão, visando construir uma sociedade que traduza os princípios bíblicos.

A filosofia cristã é a única cosmovisão verdadeira porque tem Deus como elemento fundamental da realidade. Todas as outras, que desprezaram o conhecimento de Deus, caíram na irracionalidade, são produtos da insensatez. Como servos de Deus, devemos lutar para que a Ele seja dado o lugar de suprema honra em tudo e em todos. E faremos isto cumprindo as tarefas divinamente ordenadas: a pregação do evangelho e o cumprimento do mandato cultural. E seremos mais eficazes em nosso trabalho se tivermos uma compreensão correta do cristianismo. Uma visão débil de nossa fé se constitui num fogo amigo, contribuindo para o avanço do regime de Satanás.

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É para fazermos seguindo o modelo

Domingo, 3 de Maio de 2009 comentários
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Temendo outro tumulto público em Beréia por causa da Palavra de Deus anunciada, Paulo foi levado para Atenas, onde aguardaria Silas e Timóteo para, então, prosseguir a segunda viagem missionária. A idolatria reinante em Atenas provocou a ira santa do apóstolo. O zelo pela glória do Nosso Senhor o levou a compartilhar as boas novas com pessoas religiosas na sinagoga, transeuntes na praça e filósofos no Areópago, proclamando Deus em toda a sua plenitude, relacionando-O com a natureza, a história e a existência humana. Como bem demonstra essa passagem (At 17.16-34), Paulo foi um homem que viveu a totalidade do seu tempo para a glória de Deus e apresentava o evangelho como uma cosmovisão.

A Bíblia constitui o pronunciamento divino. Embora tenha sido escrita em épocas remotas, ela se mantém atual porque os desígnios do Autor da Bíblia são imutáveis, seus pensamentos sobre a vida humana não se alteram. O Livro Sagrado nos diz o que se deve crer e o que devemos fazer. Desse modo, servir a Deus significa obedecer a Bíblia. As trajetórias de alguns servos de Deus foram registradas nas Sagradas Escrituras para que, iluminados pelo Espírito Santo, extraíssemos lições para orientar a nossa caminhada, alertando também os perigos.

Paulo levanta-se no meio do Areópago, motivado pelo zelo da glória de Deus, e inicia um discurso no qual ele demonstra os erros da idolatria e exorta os seus ouvintes a colocarem o Nosso Senhor no lugar de suprema honra. A vida humana só têm sentido quando a glória de Deus está no centro, pois fomos criados para glorificá-Lo. O ciúme santo é próprio dos verdadeiros servos de Deus. A mente humana depravada pelo pecado está entorpecida por filosofias que rivalizam com a cosmovisão cristã. É importante conhecermos para que possamos combatê-las, contribuindo para uma maior eficácia nos nossos esforços para o cumprimento da comissão cultural e da grande comissão.

Quando Paulo faz um apelo ao arrependimento face à inevitabilidade do julgamento divino, aludindo à obra redentora de Cristo, a reunião encerra-se abruptamente com a platéia dividida: uns zombam, outros crêem. Depois disto, Paulo dirige-se para Corinto, continuando a anunciar Jesus. É impossível pregar o Evangelho sem proclamar a Cristo. A dádiva da vida nova é condicionada ao arrependimento e à fé. Deus nos comissionou para continuar a obra de Cristo, que só findará quando formos para o descanso eterno dos santos.

À Igreja foi entregue a Palavra de Deus, sendo exortada a “batalhar, diligentemente, pela fé que uma vez por todas foi entregue ao santos” (Jd 1.3), conservando-a em seus ensinamentos e prática. Não podemos resistir à ação sondadora da nossa consciência, que age em comissão com o Espírito Santo, visando nos limpar de “toda impureza e acúmulo de maldade”, não permitindo que enganemos a nós mesmos, a fim de que sejamos praticantes da Palavra, conformando-nos à vontade do Pai revelada nas Sagradas Escrituras. A glória de Deus é a principal motivação para a evangelização. Fé sem arrependimento não representa a mensagem cristã. Um evangelho centrado no homem é próprio de um “Corpo de Cristo” dilacerado de sua Cabeça, gerando adesistas. Deus é o Governador das Nações, estabelecendo princípios para reger a vida da sociedade. Cosmovisões que desprezam a Deus como elemento fundamental da realidade têm predominado no mundo. Como bem disse Charles Colson: “Somos ordenados a pregar as boas novas e a trazer todas as coisas à submissão da ordem de Deus, defendendo e vivendo a verdade dEle nas condições históricas e culturais e inigualáveis do nosso século”. O preço do discipulado não foi pago por aqueles que se tornaram dependentes das agendas da igreja, reservando um pequeno tempo para uma obra que se quer a toda hora. Jesus disse: “As raposas têm seus covis, e as aves do céu, ninhos; mas o Filho do Homem não tem onde reclinar a cabeça” (Mt 8.20).

Nos dias atuais, a proclamação do evangelho é feita de acordo com a vontade de Deus? Temos cumprido a comissão cultural? A glória de Deus é a primeira coisa em sua vida? Face à realidade que grassa por aí, Paulo se constitui um desafio para nós, embora devesse ser um exemplo a ser emulado porque seguiu os passos de Cristo.

Precisamos examinar constantemente como estamos vivendo e realizando a obra do Senhor, pois o desejo maior, a principal preocupação do verdadeiro crente é conhecer melhor a Deus, em amá-Lo mais verdadeiramente, em servi-Lo corretamente, em glorificá-Lo e em usufruir Dele. “Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus” (Mt 7.21).
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Por Ele e Para Ele: a singularidade de Jesus e a pluralidade contemporânea

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Mensagem pregada hoje, na Igreja Batista Renascença.




Baixe o mp3 aqui.
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Data confirmada

Quinta-feira, 16 de Abril de 2009 comentários
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A palestra Jovens Cristãos: perspectivas, problemas e propostas será ministrada no dia 02/05, na Igreja Batista do Cohatrac.

Convide a galera e apareça!
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Palestra Adiada

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Atenção, galera - a palestra do dia 18 [Jovens cristãos: perspectiva, problemas e propostas] na Igreja Batista do Cohatrac foi adiada.

A data prevista é para o dia 25, mas ainda falta a confirmação.

abraço
SDG
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Carta aos amigos da faculdade [em tempo de Páscoa]

Sexta-feira, 10 de Abril de 2009 comentários: 2
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Não pude deixar passar a oportunidade. É Páscoa. Tinha que me manifestar e dizer algo a vocês. Aproveitando o clima de confraternização, troca de ovos e comentários do professor de medicina legal, não me contive. Preciso deixar minha contribuição. Espero ir além do clichê de todos os anos: "a páscoa não é coelho e chocolates"!
É válido afirmar que é uma tradição judaico-cristã iniciada em Êxodo 12. 11-48, quando da libertação do povo de Israel (do Egito), através de um rito no qual haveria um cordeiro sacrificado (representando "O Cristo" que haveria de vir). E que tem sua consumação na pessoa do próprio Jesus – na famosa "via crucis" retratada em Mateus, do capítulo 26 em diante. Enfim, para nós cristãos, quando se fala de Páscoa é impossível citar um fato sem mencionar o outro.
Imagino que isso vocês estejam cansados de saber. O que quero colocar, realmente, não é o fato de os conceitos acerca das festas cristã estarem deturpados, muito embora seja uma realidade triste. Mas como, ao longo do tempo, essas mudanças aconteceram.
Após a ressurreição de Jesus os cristãos "perseveravam na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, e no partir do pão, e nas orações" (Atos 2.42). E a Igreja crescia saudável e amadurecia. Porém, com a instituição do cristianismo como religião oficial pelo Império Romano, houve paganização e abandono da fé primitiva.
Na era moderna o homem abdicou dos princípios cristãos para compreender a verdade, e disse que tudo podia ser explicado pela razão. O que não pudesse ser analisado “racionalmente” não teria validade. Como não foi possível explicar pela razão que Deus abriu o mar Vermelho para o povo de Israel passar, a ressurreição de Jesus e a existência de Deus, o cristianismo caiu em descrédito. A razão, agora, era o que definia a verdade. O homem era a medida de todas as coisas. O Cristo havia sido deixado de lado, bem como Seus ensinos e Sua moral elevada. O homem havia percebido que só iria evoluir, se fosse pela razão.
Realmente muitos avanços foram conseguidos: a Revolução Industrial, a descoberta da penicilina e muitas outras. Entretanto, apesar de tais conquistas, a sociedade percebeu que não estava evoluindo tanto, e mais: em muitos aspectos ela estava regredindo. Como? Ele trouxe à tona a 1° Guerra, a 2° Guerra, a Guerra Fria, vírus letais criados em laboratórios.
O homem percebeu que ele já não era uma boa medida. Os resultados eram contraditórios e catastróficos. Hoje, no que muitos chamam de Pós-Modernismo, ele cinicamente admite que a razão falhou ao explicar a verdade e reage dizendo: - "Não existe verdade absoluta". Hoje, vivemos em um período de tolerância. Da ditadura das minorias. Cada um tem sua verdade. Vivemos na era do subjetivismo. Cada um sente o que é certo: "Você tem sua verdade, eu tenho a minha. Você respeita a minha verdade, eu respeito a sua"; “Cada um age como se fosse o seu próprio Deus"; "Se você se sente bem fazendo isso..."; "Assim caminha a humanidade", excluindo Deus de sua vida, ignorando sua existência e caminhando para longe d'Ele.
Eu queria chamar a atenção de todos para o fato de que o Senhor deixou marcas na história pra que lembrássemos d'Ele. A Páscoa não é só uma festa. É o próprio Deus dizendo: -"Amo vocês. Voltem-se pra mim. Lembrem dos cravos em minhas mãos. Lembrem do sangue derramado". Enquanto o homem procura caminhos distantes de Deus, Ele vem se revelando e se apresentando em cada instante. A própria data de hoje,nosso calendário, é marcada à partir do nascimento de Cristo. Voltem-se pra Ele. Lembrem quanto amor Ele têm por vocês. Quanta dor sofreu ao amar.
Devotem-se a Ele por inteiro. Não é pelo sentimento, como diz futilmente, um professor de medicina legal. Servir a Deus é uma atitude que deve ter razão e sentimento. "Estejam sempre preparados para responder com mansidão e temor a qualquer que vos pedir a razão da esperança que há em vós"(1 Pedro 3.15). "A minha alma anseia pelo Senhor, mais do que os guardas pela manhã, mais do que aqueles que guardam pela manhã"(Salmos 130.6). Devemos estar com disposição de mente e coração para servi-Lo. Devemos dar razão da nossa fé em Cristo e desejar estar perto d'Ele.
É como encontrar o grande amor da nossa vida. Se o coração disser sim e a razão não, é uma paixão fugaz e avassaladora, que só vai deixar marcas de dor pelo caminho. Se nossa mente diz que sim e o coração diz que não, é um contrato frio, que deixa a vida monótona, em tons de cinza e sem graça.
Pensem nisso. Só estou falando essas coisas porque realmente as considero importantes e porque me importo com vocês. Não quero passar por vocês sem mostrar o que realmente importa. Espero que todos cheguem ao final dessa carta e entendam. Estarei orando por isso.


Um abraço a todos,
Que Deus abençoe a sua páscoa!

Ass: Caio, o maior de todos os pecadores, mas eterno discípulo de Jesus.
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Razão & Esperança: a defesa da fé para jovens cristãos

Quarta-feira, 8 de Abril de 2009 comentários
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