Despertar a consciência crítica e profética dos jovens cristãos, para que vivam consistentemente a partir da cosmovisão bíblica.

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Penetra na festa da Reforma

segunda-feira, 11 de outubro de 2010 comentários: 1
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Chegou o grande dia! Trinta e um de outubro, dia da Reforma Protestante! Entusiasmado pela data, o pastor mal acorda e já revisa o sermão da noite. Durante toda a semana participou de várias mesas-redondas e debates sobre a Reforma, realizados em seminários e faculdades da cidade. Decepcionou-se com o pequeno público que prestigiou os colóquios que ele considerava os mais importantes: “Reforma Protestante e Socialismo” e “João Calvino e o ecumenismo”. Quando era candidato ao ministério, considerava o Culto da Reforma uma excelente oportunidade perdida, “platitudes sempre tomam conta do sermão!”, reclamava. Como pregador da noite, decidiu tratar da justiça social, um tema que, segundo ele, tem passado ao largo das discussões que acontecem nas igrejas reformadas. Preparou o sermão tendo como texto-base a obra “O humanismo social de Calvino”, de Andre Biéler. Na noite do culto, abriu a proclamação da Palavra com a parábola do bom samaritano. No fim da celebração, como havia pedido ao ministro de música, o hino “Castelo Forte” foi substituído por “Que estou fazendo?”. Voltou pra casa alegre e satisfeito consigo próprio, ao mesmo tempo em que ansiava pela próxima reunião do conselho da igreja, onde proporia o estudo do livro de Biéler na classe avançada da escola dominical.

No começo da reunião do conselho, tomou um susto quando os presbíteros lhe informaram sobre um documento, que havia sido entregue ao secretário do conselho, assinado por boa parte dos membros, solicitando a realização de uma assembléia extraordinária para que o pastor declarasse publicamente o que achava da doutrina da autoridade suprema das Sagradas Escrituras. Há muito o pastor era criticado pela falta de clareza de suas afirmações sobre vários temas do cristianismo, mas as suspeitas sobre um liberalismo teológico enrustido aumentaram no domingo da Reforma. Durante o sermão, citou nomes de líderes evangélicos que se engajaram na luta pela justiça social, e dentre eles estava Paul Tillich, declarando inclusive que este era o seu “teólogo de cabeceira”, alinhando-se ao pensamento dele quanto à revelação. Embora tivesse sido apenas uma digressão, foi o suficiente para que houvesse uma grande reação iniciada por alguns presbíteros em disponibilidade. Na sala do conselho, limitou-se a dizer que fazia uma leitura contextualizada dos reformadores, partindo logo em seguida para declarar que, por causa dessa celeuma, preferia afastar-se do pastorado da igreja dada a incompatibilidade entre o pastor e suas ovelhas. Para o pastor, esta situação mostrou o caráter fundamentalista do rebanho, que impediria o aprofundamento da discussão de temas cristãos que queria trazer para a igreja, segundo uma abordagem crítica e moderna do cristianismo. A decisão do pastor foi acatada pelo conselho.

No domingo seguinte, durante a escola dominical, após ter sido comunicada o pedido do afastamento do pastor, um dos membros mais antigos da igreja pediu a palavra, dirigiu-se ao microfone, abriu a Bíblia e leu um trecho da II Epístola a Timóteo: “Prega a Palavra, insiste a tempo e fora de tempo, aconselha, repreende e encoraja com toda paciência e sã doutrina. Porquanto, chegará o tempo em que não suportarão o santo ensino; ao contrário, sentindo coceira nos ouvidos, reunirão mestres para si mesmos, de acordo com as suas próprias vontades. Tais pessoas se recusarão a dar ouvidos à verdade, voltando-se para os mitos”. Após a leitura, o presbítero sentou-se e o dirigente deu prosseguimento ao devocional, pedindo aos irmãos que fizessem um breve período de oração silenciosa em favor da igreja.
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Velhos conceitos para novos tempos

quinta-feira, 30 de setembro de 2010 comentários
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Lutero e as 95 teses
Estamos no último dia de Setembro, e o mês de Outubro sempre traz a lembrança - pelo menos para alguns - da Reforma Protestante.

Falar sobre a RP pode ser uma bênção e uma maldição. Explico: é maldição quando não se entende adequadamente a proposta reformada, caindo em legalismos e outras posturas ridículas.  Se você precisa de exemplos, basta lembrar dos que se consideram mais reformados do que crentes, e por isso vivem com o seu senso crítico no nível máximo. Nada é "reformado o suficiente" para eles, e bom mesmo é aquilo que tem "cara de século 16". Esses caras conseguem passar dias discutindo a diferença entre ser reformado e calvinista, ou perguntando-se a si mesmo se um batista pode ser um reformado. Com esta série de posturas tolas, afastam-se cada vez mais da proposta calvinista.

Mas nem tudo é maldição. Falar da Reforma pode ser uma grande bênção, na medida em que mergulhamos na tradição dos Solas - Scriptura, Gratia, Fide, Christus, Deo Gloria. É bênção que nos leva a amar a cultura e buscar comunicar o evangelho a ela. Indica-nos uma proposta missiológica poucas vezes vista na história da Igreja. Ensina sobre um amor a Deus e à Igreja, em tempos de decepção e antiinstitucionalismo. Falar sobre a Reforma é resgatar o pensamento daqueles que conheciam um Deus soberano, e com Ele viviam.

São esses velhos conceitos que precisam de destaque e aplicação nos novos tempos.
Para isso, a AJR está programando um encontro especial às vésperas do aniversário da Reforma Protestante.

Fique ligado.
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Um homem com convicção se torna a maioria

terça-feira, 1 de junho de 2010 comentários
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Por Roosevelt Nunes

“Um homem com convicção se torna a maioria”. Essas palavras referem-se a William Wilberforce, parlamentar britânico do século XVIII, proferidas por Edmund Burke, um contemporâneo na Casa dos Comuns. Wilberforce batalhou durante 46 anos na Casa dos Comuns pelo fim do tráfico de escravos e da escravidão. A causa da abolição, iniciada em 1787, foi derrotada 11 vezes antes da sua aprovação, em 1807, e só houve vitória decisiva na luta para abolir a escravidão 3 dias antes da sua morte, em 1833. E durante esse período de tempo sofreu ameaças constantes para que se demovesse do intento, pois a escravidão era fundamental para a economia britânica, e padeceu de dores físicas causadas por várias doenças que o acometeram. Não surpreenderia se tivesse abandonado a causa no meio do caminho, assumindo outras mais populares e menos árduas. Mas a fonte da sua perseverança dava-lhe a força necessária para superar todos os obstáculos e manter-se firme nessa batalha.

Embora tenha recebido influência evangélica na infância, Wilberforce perdeu o interesse pela religião bíblica na juventude, preferindo circular entre a elite social, gastando seu tempo nas mesas de pôquer. Aos 21 anos, vivendo como um libertino mimado, às expensas da riqueza de seus pais, candidatou-se a uma vaga ao Parlamento e venceu, iniciando uma trajetória de 46 anos na política. A grande mudança na história de sua vida começou a partir do reencontro com um antigo professor e amigo do ginásio, Isaac Milner, que se tornou um cristão convicto. No inverno de 1874, Wilberforce convidou-o para que viajasse com ele num feriado prolongado. Nessa viagem conversaram por horas sobre a fé cristã. Outros encontros com Milner aconteceram e uma transformação ia sendo operada no coração de William: de um consentimento intelectual com a perspectiva bíblica sobre o homem, Deus e Cristo, para uma profunda convicção, sua conversão para a fé evangélica.

Essa convicção levou a uma profunda reflexão sobre a sua vida, sentindo-se envergonhado por quem tinha sido até então, levando a mudar o foco de sua política, mas mesmo assim continuou grandemente atormentado pelo significado do cristianismo para a sua vida pública. A solução para a sua angústia veio quando visitou o pastor John Newton, que outrora tinha sido traficante de escravos. Newton incentivou-o a não deixar a vida pública: “Espera-se e acredita-se que o Senhor o levantou para o bem da Sua igreja e da nação”. E a partir de então, do seu contato com Newton, que lhe relatou os horrores dos navios negreiros, abolir o tráfico de escravos tornou-se para Wilberforce “o grande objetivo da minha existência parlamentar... Se agradou a Deus me conhecer até aqui, que eu seja o instrumento para deter tamanho aumento da perversidade e crueldade, como nunca antes havia ultrajado um país cristão”.

A Bíblia tornou-se o seu livro mais amado e moldou a sua visão de mundo. Na opinião dele, a maioria dos cristãos na Inglaterra avaliava a culpabilidade de uma ação “não pela proporção na qual, de acordo com as Escrituras, eram ofensivas a Deus, mas quanto elas eram prejudiciais para a sociedade”. Embora isto soe nobre, amoroso e prático, ia contra o princípio da sabedoria, a reverência pela Divina Majestade. E sem esta sabedoria, não existiriam benefícios profundos e duradouros feitos ao homem, no âmbito espiritual e político. Como bem notou Jonathan Aitken, biógrafo de John Newton, a força motora primária por trás da perseverança legislativa de Wilberforce não era, como fazia a maioria dos políticos antes e durante a sua época, aprovar leis que trariam benefícios para sociedade, mas, sim, aprovar leis que erradicariam atividades da sociedade que eram ofensivas a Deus.

Wilberforce não batalhou sozinho. Deus arregimentou homens, que se tornaram amigos, e que o acompanharam em várias causas, um grupo de pessoas que ficou conhecido por “Os Santos”. Com esse apoio, e movido por uma profunda obediência bíblica, William lutou em várias causas ultrajantes a Deus, além da abolição do tráfico de escravos e da própria escravidão: trabalhou para aliviar as duras condições do trabalho infantil, pela reforma agrícola, para que se repassasse aos pobres comida com preço mais acessível, pela reforma das prisões, pela restrição ao mau uso da pena de morte e pela prevenção da crueldade com animais.

Três dias depois do fim da escravidão na Inglaterra, William Wilberforce morreu, um dos gigantes da fé foi para o descanso eterno dos santos, e a sua biografia tornou-se um excelente exemplo para desfazer um comum e grave equívoco: a incompatibilidade entre fé cristã e vida pública.

Obs.: Este texto se baseou nas informações contidas na breve biografia de John Piper, “Maravilhosa Graça na vida de William Wilberforce”
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Calvino aplaude Romário

terça-feira, 5 de janeiro de 2010 comentários: 1
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por Roosevelt Nunes

Na época de lançamento de sua biografia, ocorrida em julho do ano passado, o ex-jogador de futebol Romário tinha se tornado o vilão do Brasil por conta de seus problemas judiciais, e na coletiva de imprensa respondeu à altura a toda a pressão da mídia, com deboche: "Queria deixar claro que não fui eu quem matou Michael Jackson nem quem trouxe a gripe suína para o Brasil."
Tenho certeza que no mesmo instante em que o baixinho soltava a pérola, João Calvino afirmava: “Digo o mesmo! Chega!”. Durante as comemorações do V centenário do nascimento de Calvino, os litigantes resolveram armar o barraco novamente: “Calvino, toma que o filho é teu!” “Mentira, não é não!”.
De Cuba, por meio do teólogo Sergio Arce Martínez, ressurgiu o pedido de reconhecimento de paternidade mais polêmico, feito novamente com uma seriedade inexplicável: Calvino, o pai do comunismo.
Mas Calvino não sofre sozinho, porque testamento de teólogo não descansa em paz. Um outro companheiro das mesmas agruras é Francis Schaeffer, o barbixa padece todo ano quando assopra as velinhas, pois ainda não desistiram de lhe empurrar a direita americana. E nesses tipos de efeméride (aniversário de nascimento do teólogo fulano de tal) algo fundamental tem passado ao largo do centro das discussões: agradecer a Deus pelo seu amor e sua misericórdia manifestas através da obra do Espírito Santo, que vem continuamente levantando homens que nos ajudam a melhorar a nossa compreensão acerca da sua Palavra, possibilitando o avanço do pensamento cristão, com o necessário abandono de idéias erradas a que nos apegamos ao longo da caminhada devido a nossa fraqueza inata, tudo isso para a Glória de Deus.
Este é o verdadeiro motivo para comemorarmos o aniversário de nascimento de servos de Deus como Calvino, Schaeffer, Lloyd-Jones, Kuyper etc: a misericórdia e a fidelidade de Deus para conosco. Embora haja claramente uma linha de continuidade nessa obra específica do Espírito Santo, que torna pueril as discussões ideológicas em torno de um nome, o que vemos são disputas territoriais por aqueles que enxergam a realidade com as lentes embaçadas dos homens.
E quando a ideologia entra na área da teologia (leia-se conhecimento de Deus), abre-se espaço para idolatria. E desse cruzamento nascem os schaefferianos, cheunguianos, barthianos, tillichianos, etc. Ninhadas bastardas e acéfalas. Novo ano, novas efemérides, mais testes de DNA à vista! Que chatice.
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Resposta ao Douglas Rezende e Cia. [final]

segunda-feira, 9 de novembro de 2009 comentários
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Por Allen Porto

Senhores,

Há muito para fazer e pouco tempo [ou o uso que eu faço dele é que é ruim mesmo...]. Digo isso para explicar que por ora não vai ser possível uma resposta mais meticulosa e detalhada ao Douglas e aos demais que se incomodaram com o artigo “Missões e(m) crise” - especificamente o segundo tópico, que trata do esquerdismo.

O clima de animosidade percebido em alguns comentários, posts e e-mails também não é saudável, e me desestimula na continuidade desta discussão. Não que eu pare de falar sobre algo porque alguém não está gostando do que eu digo, mas quando um clima de inimizade começa a se formar, talvez seja adequado pelo menos dar uma pausa na conversa.

Dito isto, resumirei a minha resposta a este sucinto post – possivelmente incompleto para alguns, falho para outros, covarde, ainda, para terceiros.

Se eu fosse transcrever cada trecho a que pretendo responder, esse post ficaria gigante. Então peço a paciência de vocês: se quiserem acompanhar cada resposta dentro do contexto, leiam primeiro, ou paralelamente, os escritor de quem eu estou respondendo. Também não responderei aos comentários sobre mim (refiro-me aos mais pessoais) – não seria interessante para ninguém.

Às respostas:

Discordo de Douglas Rezende pelas seguintes razões:

1.O “completamente equivocado” do texto por ele publicado não diz com clareza quais os trechos errados do parágrafo, para que a situação seja devidamente analisada. Ou, por outro lado, ele pode estar dizendo que o parágrafo inteiro está equivocado – o que não pode ser sério, pois pelo menos as informações de que ele deu entrevista ao podcast renovatio café, e participa da rede FALE, são públicas e incontestáveis. A informação de que ele trabalha a partir da perspectiva esquerdista também é verossímil: é por ele apresentada com clareza categórica no podcast;

2.Os trechos bíblicos por ele apresentados devem ser compreendidos dentro do seu contexto.

3.Reconheço, como o Douglas, que os pobres precisam ser amados e ajudados de maneira ampla pelos cristãos. Reitero, porém, que os textos bíblicos por ele mencionados tratando dos pobres, não o fazem segundo a cosmovisão esquerdista, que enxerga a sociedade polarizada entre ricos e pobres, burguesia e proletariado. Não buscam criar uma inimizade entre “classes”, mas a integração amorosa.

4.A crítica do texto de Isaías não coloca sobre o Estado o direito (nem a obrigação) de violar a propriedade privada dos cidadãos. Reconheço que o problema da terra deve ser cuidadosamente analisado e repensado, para que os desabrigados tenham onde morar. Ainda assim, o fundamento bíblico para isso não está em Isaías, pois este não trata do papel estatal. A função do Estado é estabelecida em textos como Rm. 13 – punir os maus e proteger a liberdade dos cidadãos.

Para os que ouviram a entrevista dele no podcast, apenas direi que discordo da visão que os sem-terra não trabalham na ilegalidade. Os eventos recentes de invasão, vandalismo, e as lesões corporais demonstram a quebra da legalidade.

O Caio Marçal comentou no blog da Aliança Jovem Reformada. Respondo:

5.Discordo que seja necessária uma declaração taxativa para indicar os compromissos ideológicos de indivíduos ou grupos. Ainda assim, nada foi afirmado sobre a rede FALE em si.

O Gito comentou no blog da AJR e escreveu um post de resposta em seu blog. Respondo:

6.Alterei a informação sobre a sua filiação à JOCUM. Ainda assim, isto não altera o sentido do trecho, que se refere ao seu pensamento, e não ao da JOCUM.

7.Concordo que missões devem ser pensadas com os aspectos sociais que as envolvem. O texto não negou isso.

8.Discordo que todas as ações em prol do pobre sejam atribuídas a uma ação esquerdista. Há quem faça isso hoje livre das pressuposições marxistas. A história da Igreja também é cheia de exemplos nesse sentido.

9.Pela leitura do texto, vejo que a tese do Gito girou toda em torno da ação em prol dos pobres. Eu não escrevi nada contra a ação social em direção a eles, então o autor atacou apenas a caricatura que ele criou do que eu escrevi. Pensamos da mesma maneira no que diz respeito a amar os necessitados.

10.A sentença “Esta é a minha afirmação política: Não tenho partidos, sou discípulo de um prisioneiro político” do Gito sugere alguma neutralidade em questões políticas. Discordo que isto exista. Os pressupostos dele o norteiam e estabelecem uma maneira de ver a realidade em todos os seus aspectos – inclusive o político.

11.Se o Gito tivesse observado melhor o artigo completo, ou o blog em si, veria que a ABU e outros expoentes, como ele menciona, não foram ignorados. Ainda assim, discordo que eles necessariamente teriam que ser mencionados para demonstrar o ponto. Se a idéia era indicar que há missionários influenciados pelos pressupostos de esquerda, bastava indicar alguns deles, e não todos.

12.Concordo que “tem gente trabalhando com os pobres faz tempo!”. Mas isso não tem nada a ver com o que eu escrevi.

13.Concordo que “tem gente chamando essa moçada de 'gente de esquerda' faz tempo!” - mas muitos deles assumem abertamente que são esquerdistas(ou seja, eles não precisam que ninguém os chame assim) – cf. a minha pequena entrevista com o Ariovaldo Ramos.

14.Discordo que ilustrar idéias com as “pérolas” do blog do Gito seja pouco. A menos que alguém esperasse outro objetivo do texto. Para os fins pretendidos, os exemplos foram adequados.

A Soninha comentou no blog da AJR. Respondo:

15.Discordo que o termo tragédia aplicado às consequências do esquerdismo para os cristãos deva ser usado entre aspas, como ela faz. Os cristãos perseguidos nos países socialistas/comunistas diriam que aquilo foi, de fato, uma tragédia.

16.Concordo que muitos dos missionários com a perspectiva de esquerda têm saído da zona de conforto – atitude que merece louvor. Isso não foi questionado no artigo.

Assim concluo a conversa sobre esse artigo, que, após a revisão final será publicado na seção de artigos e publicações no menu em cima.

A minha expectativa é que as conversas sobre esses itens produzam reflexão, e não mágoas.

Pelo Rei, e pelo Reino,
Allen Porto
SDG
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Respostas ao Douglas Rezende e cia.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009 comentários
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por Allen Porto

Além do Douglas, outras pessoas se ofenderam com o que escrevi, e, ou postaram comentários, ou enviaram e-mails que merecem alguma resposta.

Antes de postar qualquer coisa, algumas palavras de abertura merecem atenção:

  1. A intenção do que escrevo não é ofender gratuitamente ninguém. Acreditem, se fosse para simplesmente falar mal, eu utilizaria termos mais pesados.

  2. Ainda assim, sei que pessoas se incomodarão com o que escrevo, especialmente quando confrontam pontos comuns, ou aqueles aos quais determinados grupos se apegam com maior firmeza.

  3. O fato de alguém se incomodar ou não com o que escrevo não será o critério final para eu publicar ou deixar de publicar algo.

  4. Aos que se incomodarem e fizerem contato, na medida do possível será buscado um meio de solução de conflitos, com a possível continuidade do diálogo.

  5. Se a solução do conflito estiver condicionada à minha mudança em aspectos que considero fiéis à Escritura, nada poderá ser feito, a não ser a exposição do pensamento de quem discordo, com as devidas críticas a ele.

  6. Com esta tentativa de solucionar os problemas, pretendo demonstrar que o objetivo dos posts é promover a consciência sobre determinados assuntos, em um clima de amor cristão – amor necessário mesmo para falar palavras duras.

  7. Rejeito a agenda do politicamente correto, que utiliza de meias palavras não como expressão de respeito a alguém, mas como tentativa de manipulação. Rejeito as mordaças da “política de boa vizinhança” que não age com transparência e honestidade, e assim não possibilita o tratamento real das questões.

  8. Ao mesmo tempo, acredito que as críticas devem ser postadas com prudência, na proporção da seriedade do que advogam.

Talvez eu pudesse/devesse acrescentar mais itens a esta declaração. Mas ela ficaria extensa demais, e os pontos apresentados indicam o “clima” dos meus comentários e críticas já postados, e dos que ainda virão. Todos devem ser interpretados a partir desta declaração para serem adequadamente compreendidos, pois talvez um leitor desavisado possa interpretar as minhas palavras conforme a sua sensibilidade psicológica, e assim veja em mim um cão raivoso escrevendo palavras em fúria descontrolada.

Não é nada disso, prometo.

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Texto de Douglas Rezende

quarta-feira, 4 de novembro de 2009 comentários: 2
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por Douglas Rezende

Estas são as bases de fé e de pensamento de Douglas Rezende, articulador da Rede Fale, que foi citado de maneira completamente equivocada neste Blog.


Profeta Amós falando em nome do Senhor
Capítulo 4

1 Ouvi esta palavra vós, vacas de Basã, que estais no monte de Samaria, que oprimis aos pobres, que esmagais os necessitados, que dizeis a vossos senhores: Dai cá, e bebamos.
2 Jurou o Senhor DEUS, pela sua santidade, que dias estão para vir sobre vós, em que vos levarão com ganchos e a vossos descendentes com anzóis de pesca.
3 E saireis pelas brechas, uma após outra, e sereis lançados para Harmom, disse o SENHOR.


Profeta Jeremias Falando em nome do Senhor
Jeremias 9

23 ¶ Assim diz o SENHOR: Não se glorie o sábio na sua sabedoria, nem se glorie o forte na sua força; não se glorie o rico nas suas riquezas,
24 Mas o que se gloriar, glorie-se nisto: em me entender e me conhecer, que eu sou o SENHOR, que faço beneficência, juízo e justiça na terra; porque destas coisas me agrado, diz o SENHOR.

Profeta Isaias Falando em nome do Senhor (base para meu pensamento sobre reforma agrária, Deus não se agrada de latifúndios nem de ostentação de riqueza)
Isaías 5:8 Ai dos que ajuntam casa a casa, reúnem campo a campo, até que não haja mais lugar, e fiquem como únicos moradores no meio da terra!


Tiago 5
1 Eia, pois, agora vós, ricos, chorai e pranteai, por vossas misérias, que sobre vós hão de vir.
2 As vossas riquezas estão apodrecidas, e as vossas vestes estão comidas de traça.
3 O vosso ouro e a vossa prata se enferrujaram; e a sua ferrugem dará testemunho contra vós, e comerá como fogo a vossa carne. Entesourastes para os últimos dias.
4 Eis que o jornal dos trabalhadores que ceifaram as vossas terras, e que por vós foi diminuído, clama; e os clamores dos que ceifaram entraram nos ouvidos do Senhor dos exércitos.
5 Deliciosamente vivestes sobre a terra, e vos deleitastes; cevastes os vossos corações, como num dia de matança.
6 Condenastes e matastes o justo; ele não vos resistiu.
7 Sede pois, irmãos, pacientes até à vinda do Senhor. Eis que o lavrador espera o precioso fruto da terra, aguardando-o com paciência, até que receba a chuva temporã e serôdia.
8 Sede vós também pacientes, fortalecei os vossos corações; porque já a vinda do Senhor está próxima.
9 Irmãos, não vos queixeis uns contra os outros, para que não sejais condenados. Eis que o juiz está à porta.
10 Meus irmãos, tomai por exemplo de aflição e paciência os profetas que falaram em nome do Senhor.


Mateus 24 Palavras de Jesus
44 Então eles também lhe responderão, dizendo: Senhor, quando te vimos com fome, ou com sede, ou estrangeiro, ou nu, ou enfermo, ou na prisão, e não te servimos?
45 Então lhes responderá, dizendo: Em verdade vos digo que, quando a um destes pequeninos o não fizestes, não o fizestes a mim.
46 E irão estes para o tormento eterno, mas os justos para a vida eterna


Na Graça de Deus e seu Filho Jesus, que nos dá nova vida e nos convida a nos doarmos por inteiro, em vida e em amor à nossos semelhantes.

Lucas 16:13 Nenhum servo pode servir dois senhores; porque, ou há de odiar um e amar o outro, ou se há de chegar a um e desprezar o outro. Não podeis servir a Deus e a Mamom.(Mamom - Personificação de Riquezas)
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